terça-feira, julho 25

Outsiders




E sendo assim o poeta inconstante senta-se num rasgo de inspiração (não dessa), de tal forma que os dedos mal se controlam e saltitam tecla ante tecla. Recordo avidamente a madrugada de há poucos dias que por entre a névoa da madrugada, o relógio já passava das oito da madrugada, e no pontão dos pescadores ( como nós lhe chamamos) ainda permaneciam 2 impacientes com 3 e 4 canas cada um nas tépidas águas... peixes? nem vê-los , os sacanas são espertos. O pescador da carrinha branca ouve um "apita o combóio, lá vai a apitar!", mais para perto do armazém fechado está a uma furgoneta com o estardalhaço todo montado, tem o belo do chapéu de sol, o grelhador e a bela da cadeira, este "puto" está mesmo à vontade, provavelmente veio passar grande parte do dia. Baixo o vidro, desligo o motor e respiro bem fundo... Lisboa até consegue ser calma, sem qualquer tipo de frenesim nem que seja por um instante às 8 da manhã de uma segunda feira. Ao olhar pelo canto do olho apercebo-me que vem gente a correr lá do fundo. sim! A esta hora faz sentido, está fresquinho e tudo.. quase aposto, até eu corria nesta altura do dia mas não me atrevo a fazer disso promessa. não! até porque eu , um tipo com porte atlético não precisa de fazer grande exercicio, o zapping diário é 1 dos desportos de eleição na C.E.L.A.(Centro Estudantil de Lisboa e Arredores). Não há nada como uma bela pescaria na vida, montamos o nosso estaminé, rodeamo-nos das coisas mais importantes, preparar a cana, lançar o isco, esperar que morda, e fazer figas para que o peixe seja do meu agrado. No final de contas é tudo uma questão de sorte tanto no facto de conseguir pescar como no da pesca ser boa. Lá ao fundo parece que pescaram 1. Parece... ouvi um "olhó peixôlo". Grande pescaria.

Nota final: Acabei de encontrar 1 blog bacano e chamo particular atenção para esta posta



*Foto por Sérgio Rodrigo

1 comentário:

Molghus disse...

Putio... os meus dedos por vezes também saltitam tecla ante tecla.. ali no pontão por vezes faz mesmo falta o keyboard para satisfazer o vicio! O sonoro é da praxe, nós e os pescadores, é sempre igual mas sempre lindo, como o nascer do sol. Estive a fazer levantamento de imperiais no outro dia, e recordei claramente uma tarde que aí estivemos e vimos esfumaçarem o peixe no grelhador. Bons fumos por ali, hem? Temos de repetir. Aquele abraço