quarta-feira, abril 27


Quando a noite já vai longa é quando mais sinto o medo de estar só. Esse é o maior de todos os meus medos. No silêncio da noite, grito mas teimas em não me ouvir. Quando a noite já vai longa deambulo por entre paredes vazias de cor, frias. Com o passar das horas o cansaço invade-me, o esforço para manter a alma viva torna-se caro, porque é na noite que te reencontro, quando a noite já vai longa, no preciso momento em que adormeço e fecho os olhos voltas para mim.

3 comentários:

Carla disse...

A noite já vai longa e eu acordada a afastar os medos... deito-me quando for dia. Entendi tão bem... Beijo grande.

Anónimo disse...

Isabel- tb sei exactamente como é isso especialmente kando a noite se instala dentro do nosso ser e parece k nao há resposta para as nossas perguntas. Um aparte kem escreveu isto , repetiu a palavra noite muitas vezes, nao devia, se fosse reforço da ideia era uma coisa mas neste caso nao. è só um aparte. Beijao e k essa noite seja descoberta pela clarividencia da luz da vida.

Molghus disse...

Quando a noite já vai longa, é quando me apercebo que estou só... a noite é por sim mesma um apelo à imaginação, nas cores de flores que não vemos, nos abraços que sonhamos reencontrar; nessas noites de cansaço ímpar, reconheço-me e encontro-me nos teus suores frios de noites mal dormidas.
Abraço Mau