segunda-feira, julho 1

No sense

"Jah free the people...
Don´t let them fool you...
Don´t believe for a minute that they are with you..."


Tudo somado, olho para ti e vejo um vazio. Sim senhora, quero que saibas que és um vazio de mil anos ao qual prefiro esquecer. Como quem prefere esquecer um incêndio que lhe consumiu o apartamento, ou a noite em que se envergonhou a si próprio. Todos temos dias maus, anos maus, noites assim! És uma noite que não passava, que não conseguia esquecer..

Faz tanto tempo agora, que não parece nunca ter sido real.. e é bom saber isto, como é bom ter amigos, como é bom amar. Quem disse que há sentimentos negativos? Sentimos tudo por algum motivo, e mesmo a ira, o oposto da harmonia podem ter o seu lado positivo. Sou feito destes pedacitos, das imagens que não sei ainda esquecer e daquelas que mágicamente recordo com um detalhe soberbo, como se de um palito se pudesse cantar um livro! E recordo tantos palitos.. soa mal, tal como certos recuerdos. É a vida feita como nós a desenhámos um dia num qualquer bloco que agora apodrece esquecido numa cómoda velha algures numa lixeira.

Quem passa, não pode reparar... esta é uma verdade com consequências. Quem passa, não pode reparar!

Sois!
Existes!
Estás algures a fazer qualquer coisa!


Estou a falar para mim.. não restem dúvidas que este espaço sempre foi de desabafo. Existe para colocar as reticências que a vida não me deixa colocar, para dizer o que o mundinho não quis saber, e o que o Mundo não teve tempo para ouvir. Sempre o utilizei assim, e considero-o um espaço bem empregue. Fosse necessário justificar algo aqui, que já estava.

Passados felizes desejamo-los para um futuro longinquo, sabendo que é inatingível. O resto, dizia alguém que não me canso de lembrar, é nada. Não é um cântico negro, é uma negação da existência de um "aqui" ou um "aí" que José Régio consegue vislumbrar. Talvez por isso, ele seja lido com paixão, recordado com saudade. Caramba, mas o resto é nada!

Ponho palavras umas atrás das outras, mês após mês.. duas composições com locomotivas que viajam em tempos diferentes. A das palavras, segue o trilho no tempo das almas. A locomotiva do tempo, segue os carris orientados pela Palavra da vida. Este é um novelo inevitável.. já não me embrulha, antes direcciona-me.

Done for the day.

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