sexta-feira, setembro 29

Good ridance

«So take the photographs, and still frames in your mind
Hang it on a shelf in good health and good time
Tattoos of memories and dead skin on trial
For what it's worth it was worth all the while»



"lover why do you leave on the day i need you the most" por Imamanda

Não sei despedir-me «como é dado»... Tenho uma grande dificuldade em dizer os Adeus como devem ser ditos, talvez por isso o faça por diversas vezes sem encontrar as palavras certas.

Digo muitas, mas as melhores que encontrei até agora soam sempre a justificações:

Porque não me procuraste
Porque tb tu magoas
Porque deixei de acreditar em finais felizes

Já ouvi tantos porque sim, porque não vale a pena, porque és isto ou aquilo, porque és isto e aquilo!

Não sei onde está o livro das razãozinhas mas faz-me falta novamente...

...porque o meu telemovel toca com um som agressivo quando chega uma mensagem...
...porque as melodias mais belas me assolam...
...porque acordar é um incómodo...
...porque não consigo enviar nada que se pareça...
...porque sou mais humano que todas essas razões, esses porquês...
...porque também tenho um limite...
...porque dei tudo, dei o melhor e...


"Shower" por Imamanda

Porque não me procuraste
Porque também tu magoas
Porque deixei de acreditar em finais felizes.

sábado, agosto 26

It´ll go away, I can handle it

Por vezes sinto,
uma vontade incomensurável de mudar as coisas...
Às vezes apetece,
derrubar o mundo todo com um pequeno abraço...
Por vezes adoro,
sentir que sou importante para alguém..



(Apercebo-me vagamente de que é isto que tenho a dizer enquanto calço outro pé que não o meu.. também ela precisa de ajuda, precisa mais que eu de saber que é apreciada, que o mundo ali está à sua espera.. Sinto saudades de quando eu precisava de saber tanto estas coisas como ela precisou agora. Saudades de ser pequeno, de alguém que me pusesse o pé no sapato, me desse a sapatada na mão, e quando o abraço e o carinho significavam apenas amor.)

É estranho pensar que lá vai um mês. Eu vi a lua nova mas nao a vi; vi crepúsculos e alvoreceres mas nao vi mais aquele belo rosto. Eu conheci uma menina que partiu o meu coração em pedaços tão pequenos que passariam até mesmo pelo buraco de uma agulha. Sinto saudades dela como «o sol sente saudades das flores no Inverno mais profundo». O meu coração congelou no frio da sua ausência, e a esperança de que a última despedida não tenha sido o nosso último encontro, fez-me suportar os dias, mas principalmente as noites.
Quando o mundo terminar o seu rendez-vous comigo, subornei um anjo com doces, que me guardasse lugar na estrela do sol, para ali poder aguardar sentado, de coração aberto, pacientemente ansioso pelo seu toque. Não é simples nem fácil, esquecer a vida e todos... e rezar às leis do Universo para que impeçam o tempo de correr para lá. Que um olhar bastasse para a preencher de sonhos e sorrisos, que sentisse o que sinto quando lhe recordo o suspiro tímido e cansado, ou o brilho do seu olhar a tocar-me e embaraçar-me o espírito. Era bom demais, poder dizer-lhe que a amo olhando-a nos olhos, e saber, que mais que ela sentir o mesmo, entende a dimensão do que lhe falo, e talvez... só talvez se consiga reconhecer quando lhe espelho a minha alma.
Abraço um mais-que-querer: é desejo e ansejo.. por calor, abraço, sorriso, carinho.



(Ainda que os «alguéns» na minha vida de hoje tenham meia dúzia de dias, ainda que a vida deles seja pequenita, ainda que não saibam que preciso tanto delas como elas de mim, que sejam chatas, que não obedeçam quando eu queria.. os abraços são sinceros, o carinho é unico, e sinto amor de verdade. Ainda desconheço quem está lúcido e talvez para mim o enigma jamais se desfaça, não tenha abraçado o conforto e calor da sabedoria, mas quase secretamente suspiro, desliza-me o pensamento para que seja este mundo transparente que nelas revejo, um guia, quem sabe um destino .)

sábado, julho 29

Cumplice


"Foi o tempo que perdeste com a rosa que tornou a rosa tão importante para ti."
- O principezinho,de Saint-Exupéry




"O medo.
Esconde-se em teus olhos enquanto te rasgo a carne e agarro o teu espírito.
Os teus lábios tremem, mas quem chora são os meus olhos, estas lágrimas roubei-as de ti.
Tenho o corpo marcado pela tua ausência, tenho as marcas das tuas mãos na saudade do teu corpo, no escasso bom senso de alguns dos meus actos, odeio-te mas não consigo estar longe do teu cheiro, da tua voz, de tudo o que te pertence... Não posso ter-te nos meus bracos, nem voltar a sentir-te... não posso voltar a amar-te. Este é já um corpo morto. Os meus olhos não te conseguem já ver, ouço-te mas estás longe, estás a chorar? Perdoa-me, nao foi minha toda a culpa, a morte meteu-se no caminho, tomou o meu corpo e tirou-me de ti.
Eu, continuo a amar-te..."


"Dizem que o Amor mata.. e quando nao mata é porque morre..
..e quando nao morre é total, absoluto, sublime e perfeito..."



Há pessoas que nos ajudam a viver outras que nos ajudam a morrer... o resto fica entre nós.

terça-feira, julho 25

Outsiders




E sendo assim o poeta inconstante senta-se num rasgo de inspiração (não dessa), de tal forma que os dedos mal se controlam e saltitam tecla ante tecla. Recordo avidamente a madrugada de há poucos dias que por entre a névoa da madrugada, o relógio já passava das oito da madrugada, e no pontão dos pescadores ( como nós lhe chamamos) ainda permaneciam 2 impacientes com 3 e 4 canas cada um nas tépidas águas... peixes? nem vê-los , os sacanas são espertos. O pescador da carrinha branca ouve um "apita o combóio, lá vai a apitar!", mais para perto do armazém fechado está a uma furgoneta com o estardalhaço todo montado, tem o belo do chapéu de sol, o grelhador e a bela da cadeira, este "puto" está mesmo à vontade, provavelmente veio passar grande parte do dia. Baixo o vidro, desligo o motor e respiro bem fundo... Lisboa até consegue ser calma, sem qualquer tipo de frenesim nem que seja por um instante às 8 da manhã de uma segunda feira. Ao olhar pelo canto do olho apercebo-me que vem gente a correr lá do fundo. sim! A esta hora faz sentido, está fresquinho e tudo.. quase aposto, até eu corria nesta altura do dia mas não me atrevo a fazer disso promessa. não! até porque eu , um tipo com porte atlético não precisa de fazer grande exercicio, o zapping diário é 1 dos desportos de eleição na C.E.L.A.(Centro Estudantil de Lisboa e Arredores). Não há nada como uma bela pescaria na vida, montamos o nosso estaminé, rodeamo-nos das coisas mais importantes, preparar a cana, lançar o isco, esperar que morda, e fazer figas para que o peixe seja do meu agrado. No final de contas é tudo uma questão de sorte tanto no facto de conseguir pescar como no da pesca ser boa. Lá ao fundo parece que pescaram 1. Parece... ouvi um "olhó peixôlo". Grande pescaria.

Nota final: Acabei de encontrar 1 blog bacano e chamo particular atenção para esta posta



*Foto por Sérgio Rodrigo

quinta-feira, julho 6

Amor matemático

.
.
Passeando a língua,
Desenhei todas as rotundas.
Todos os triângulos,
Todas as curvas,
Todas as rectas,
E todas as lombas do teu corpo.
Auscultei nele,
O desejo que de ti emana,
Que me inebria
E me transporta
Para outras paragens,
Onde as rotundas, triângulos,
Curvas e lombas desaparecem.
Resta-me o teu corpo
Tal recta horizontal,
À qual os nossos desejos
Tiraram uma perpendicular.
.
.
Lúcia Ribeiro

domingo, julho 2

Menina dos olhos de agua







Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
rijo e tenro que nem sei explicar

Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar

Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro
e aprendi na 'fanga' com Redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
e dás rumo à fragata que escolhi

Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar.


Pedro Barroso

sábado, junho 24

Alta Segurança





Bo leva pra julgamento
Pa tribunal de sentimento
Nha coraçon condenado
A prisão perpétua

Se sabe quale foi
Crime que cometi
Bo trata pa criminoso
Pa modo di cre bu cheu
Imagina será odio
Isolar nha amor
Na prisão de alta segurança

Refrão
Fica preso na bu lábios
Vidrado na bu andar
Mas escravo de bu olhar
E di bu maneira

Bo leva pra julgamento
Pa tribunal de sentimento
Nha coraçon condenado
A prisão perpétua

Se sabe quale foi
Crime que cometi
Bo trata pa criminoso
Pa modo di cre bu cheu
Sentença foi pesado
Bo condena a fica
Preso na bu corpo
Pa eternidade

Ma na alta segurança
Poe amor
Sem hipotese de fuga


Refrão

Justicia foi injusto
Pra nós
E justamente
Apresentar nha pessoa
Como reu
Inocentemente...
injustamente...

Justicia foi injusto
Pra nós
E justamente
Apresentar
Nha pessoa como reu
Inocentemente e culpado
Falei de amor
Oh justicia foi injusto

Refrão

Philipe Monteiro

sábado, maio 27

Doce ignorância



Perante a perplexidade que me invade neste momento, urge colocar o preto no branco e expor a situação com a máxima clarividência possível. Rejeito o silêncio impune, a indiferença emocional latente que caracteriza o ser estranho que invariavelmente me caracteriza. Sim, envolve-me como a concha envolve o molusco, e também a mim me convém.. nem será a melhor concha, mas a melhor possível - é um refúgio. Sinto que os dias por vir serão no mínimo tão bons quanto os que foram. A onda sempre foi a mesma por aqui, é a beleza do sitio. Parece-me que se está a perder agora a essência da coisa e isso deixa-me triste. O choradinho se for sentido é sempre bem, a conversa das mamas, da bola, de poesia e o camandro.. desde que não se fale mesmo a sério e nos fiquemos pelas patacoadas normais, ou às vezes podemos falar a sério.. curtia dizer que temos alguma regra, mas somos mesmo estranhos e não temos.

já não me interessas, e queria que o soubesses.
vejo-te na sombra,
no teu quarto deitada..
Fecho a porta, apago a luz.
e num silêncio quase doce,
dou um passo e o segundo.
afogo a hesitação,
e num gesto meigo,
abandono a passagem,
a ti e ao quarto,
não quero mais saber.

ou talvez..

Tenho nos olhos,
hoje a vista que ontem partilhamos,
Imagino ainda agora,
os sonhos que antes vivemos.
Abraço as sombras que a ausência traz,
e contemplo a indelicadeza..

Deitei-me com a alma cansada,
corpo dorido de doença mal contraída.
No embalo do teu colo, minha face deitada.
Percebi num esgar de leite, uma lágrima caída.

Desentendo-te o propósito entre beijos de voz
Só um de dois sabe - dali não faz parte.
Luzes de velas por mim tremem, jamais por nós;
Que a sina de te ter não é ainda amar-te.

Escuto-te o embaraço do corpo,
ante o tempo que te entende...
Revejo momentos, no sopro
da pele que o defende.



É o nosso terceiro Junho aqui no blog... é bonito e é um momento único. Oremos então.
Planeei uma excursão a Miranda do Ribatejo, um dia aqui há tempos. E em certa altura do longo percurso, parámos como habitualmente ao quilómetro 95 da nacional 17, como quem vai em direcção a Tondelo. Comprámos as alheiras e seguimos prá festa. Só quero aqui lembrar que não se levou romãs porque havia ainda a possibilidade de comprar mais perto. Só que mais perto depois também ou não as havia boas ou eram caras.
Hoje escrevi isto e fico-me assim.

quinta-feira, maio 25

A minha Alma

Não sei que esperas de mim
Não sei o que queres que te diga
O tempo passa por mim,por ti
Já não sei quem sou
Já não sei quem és



Um sonho
Uma vida

Foi bom,doce
Agora já não me conheco
E tu quem és.
Duro,frio,Triste e só

não consigo amar porque te amei
Sabes há coisas na vida que apenas têm valor a teu lado
Lado esse...que me fez chorar
Já não correm nos meus olhos, perderam o brilho
Vazio dia a dia
apenas à espera que se fechem
Escondo-me no fumo,não penso nada faço
e aqui fico escondido no meu buraco onde tudo me afecta e nada me toca
faz tudo o que sonhamos
Sê feliz por ti por mim por tudo o que lutamos
Deves-me isso




Sem isso nada sou

Nada fui