Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 8

You pretend it doesn't bother you, but you just want to explode



Later in the evenin',
as you lie awake in bed
With the echoes of the amplifiers,
ringin' in your head
You smoke the day's last cigarette,
rememberin' what she said

What she said

Yeah, and here I am,
on the road again

terça-feira, abril 22

Hey Brother


Meus Estafermos,

Tem sido um ano fodido.

Não sou daqueles que se queixam muito do estado da nação. Luto todos os dias, sou pró-activo, não aceito a sorte que tenho e sei que vou ter sucesso. Acho que a dívida tem de se pagar, e faço a minha parte pelo menos, trabalhando e inventando trabalho.

Dos momentos difíceis trago comigo quem em mim acreditou, a memória do alívio, o amparo da família quando tudo o resto falha.

Não sei se sou eu que me isolei, se nós todos temos esta sensação quando crescemos, mas vejo que todos olhamos para o nosso umbigo e parecemos esquecer os nossos.




Não digo isto porque preciso de ajuda - a vida mostrou-me que sobrevivo sozinho quando assim tem de ser. Se calhar mostrou-nos isso a todos, cada um à sua maneira, não sei.

Só me recordo das coisas boas e tenho-me tentado lembrar de algum motivo para não falar com muitos de vós Estafermos há tanto tempo, e não me ocorre nada..


Ouvi este som, e lembrei-me de vocês - devíamos estar presentes uns para os outros.

domingo, dezembro 11

Friends will be friends


"Welcome to my concrete jungle"

O meu daltonismo é preocupante, não vejo a cor da pele desde que me tornei lúcido, e já lá vão quase 30 anos!




Vejo duelos interessantes, oiço músicos diferentes. Os amigos existem para as ocasiões. Vejam esta cena linda de um filme no qual investi algum do meu tempo:




Friends will be friends. Repararam no fim?


segunda-feira, setembro 5

60 minutos

Este foi um dos meus dias. A minha casa tem vida própria, e há coisas que não sabemos explicar sem magoar um pouco (e o sentido desta ironia, alguém o conhece?).
Sinto que assim está mal, e tento dizer melhor - e por vezes sou mesmo capaz! Tantas vezes tal não sucede, e finjo entender semelhante loucura.
Aceito-a, não sei porquê. Depois haverá sempre inúmeras variáveis que não conseguimos calcular. O instinto surripia-nos o suposto livre arbítrio, e divagamos sobre a nossa "opção".
Eu gosto de optar, mas sou um ser altamente instintivo. As cores, as emoções e a justificação razoável, suportam o que o raciocínio não escolheu.


Há coisas que não fazem sentido, o mundo gira apesar de tudo. Podemos esconder quem somos mas não é possível guardar em nós o que fomos.

Tudo tem o seu valor, e o que trazemos do passado connosco, o que recordamos perante um qualquer aroma... nunca vos aconteceu? No meio do escritório, parei e recordei algo precioso do meu passado.


Depois disto, não restariam muitas palavras. Puro Engano!

Sedutora experiente, a saudade do nada traduz-se num amor a tudo o que nos é próximo. Esses somos nós, sem embustes. Não nos serena o correr do rio sem antes deitar e abraçar o nosso amor.

Trago comigo a espada da minha razão, e ergo-a com vontade tal que não pode ser só minha. O que me desperta a atenção por vezes, não se vê. Sinto que o que vos escapa, inibe tal vontade.

Ousem olhar o Diabo nos olhos, contemplá-lo e vociferar rancores desconhecidos, destruir os limites. Lutem contra o óbvio, desmontem a rotina e ajam com vontade, com garra, com determinação.

O mundo é o meu parque infantil.



Antigamente, tinha um quarto só para mim. O sol nascia, eu abria as janelas e depois abria e prendia as portadas da janela. Fazia a cama e vestia-me. Ao calçar-me, junto das minhas belas botas pretas e bem curvas na ponta apontando para o ar, via sempre um poema de Kipling que ali colara.

Ao lado também colada, tinha a mais bela tradução em Português que encontrei do mesmo poema. E espantem-se o mais incautos, a tradução parecia tão simples e óbvia, que nada se perdia do Inglês para o Português.

Nem todos os dias a li, mas todos os dias da vida me tem inspirado:




Ainda noutros tempos, mas em habitats diferentes, recordo os discos de vinil enquanto a minha avô engomava. Lembro-me de ouvir músicas que hoje significam muito mais, porque ali as ouvi.

O passado constrói-se hoje, isso é o que interessa recordar sempre. Deus reside nos detalhes assim como o Diabo se esconde em pormenores.

Não encontrei esta música pela voz do grande António Mourão, na versão que eu conhecia e ouvi centenas de vezes na minha juventude (para meu próprio espanto), mas aqui fica o testemunho possível desses inqualificáveis tempos.



Tenho tanto mais para dizer, para contar, quanto mais os anos passam. Mas teria então de mudar o título deste post para 1000 minutos, e deixar os sons ecoar dias fora, que as minhas palavras não valeriam o tempo de serem lidas.

Como ouso tentar resumir, peço ao tempo que volte para trás jamais, não me dês a vida que já vivi. A saudade que espere, não me tragam o que já tive, eu vivo para recordar, ainda que até o próprio sol, volte todas as manhãs! :)

Eu disse que ousaria.

Hoje mesmo, criem a oportunidade, ouçam serenamente com os ouvidos de quem escuta um grão de areia tombar, mas ouçam.. as vossas e nossas raízes, ouçam o vento, o beijo, o estalar da fogueira. Ouçam o mar, uma poesia.. ouçam novas palavras, o canto dos meninos ou das sereias, a vossa voz, as próprias estrelas.



"Almas vencidas, noites perdidas, sombras bizarras
na mouraria canta o rufia, choram guitarras.
Amor ciúme, cinzas e lume, dor e pecado.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado
Amor ciúme, cinzas e lume, dor e pecado.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado"

Assim se faz o passado.

Quando qualquer ser sublime se desvanece, outras entidades renascem. Amo a saudade, digo-te agora.

Vejo-vos regozijar em poças de lama, ufanos... (pausa para aceitar o facto de que o dicionário desconheça esta palavra... após bater com a cabeça três vezes na estante, consigo lidar com a situação e adicioná-la calmamente)... vejo-vos dizia, vociferar obscenidades em extremo fervor, e sabeis tão pouco quem sois. Reconheço-vos pelo olhar, pelo andar, pelo falar. Ah! Pelo falar sempre vos reconheci em todo o lado, desde criança que assim tem sido.

Está na hora, ouço pegadas aceleradas na minha direcção. Agita-se o ambiente, há algo no ar. Uma pequena cadelinha fica algo mais irrequieta. As moscas fervilham e esvoaçam mais rapidamente. O sonoro palpita calorosamente, já não há ruídos e isso é inspirador.

Um cavalo grande e negro, pasta aqui mesmo ao lado neste instante. Tenho um apito tão agudo no meu cérebro que mal ouço os cascos no chão rijo, poeirento e seco. Estou sentado a escrever, e só isso é real. Um apito também o é.. e os passos finalmente são concretizados, ouço-as bater, o som da fechadura que abre, um ou outro beijo, sem ruídos.

Lamento não terminar, não o sei ainda dizer. O tempo me trará algumas respostas e muito mais perguntas. Pairo sobre um oceano feio, cheio de amargura e azedume, onde o cheiro é fétido e putrefacto. Não sei mais sentir de forma diferente, pairo e não sei pousar. Não quero! Por vezes vislumbro algo belo, e aí me detenho por instantes.

Pairo sobre, distante, não sei nem quero descer, e embalo-nos numa melodia de harpa durante os momentos que partilhamos.





sábado, agosto 20

I´ll Wander


The sun, it stripped me of truth.
There wasn't a thing I could do.
The moon shined with hope, but then bade me farewell,
So I chose to follow the blue.

And friends, they took what was theirs.
Then went on to making their plans.
They told me to grin as if pain were a sin,
So I left them standing back there.

Who needs a home when there so much to see
And so many things to do.
Lovers and friends, we'll meet once again
If wandering leads me to you.

And trees, they grow from the earth,
But sometimes they take to the sea.
No one could have known where they one day would be.
So come and wander with me.

Together we'll search for a place
And listen for the hidden sounds
Of wind, and dreams, and all pleasant things.
Come, let's wander around.

Who needs a home when there so much to see
And so many things to do.
Lovers and friends, we'll meet once again
If wandering leads me to you.

And old man sits on his roof,
Sleepily watching the world.
He wandered away all the years of his youth,
Now he's got something to hold.

Well man, I'll be just like you.
I'll see everything to see.
And maybe one day I'll settle to live
With someone who's loving me.
With someone who's loving me.

domingo, julho 2

Menina dos olhos de agua







Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
rijo e tenro que nem sei explicar

Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar

Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro
e aprendi na 'fanga' com Redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
e dás rumo à fragata que escolhi

Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar.


Pedro Barroso

sábado, fevereiro 4

Shoot, Dodge, Kill

True Love por Solve Sundsbo as published in Harper´s bazaar

Waitin’, watchin’ the clock, it’s four o’clock, it’s got to stop
Tell him, take no more, she practices her speech
As he opens the door, she rolls over...
Pretends to sleep as he looks her over
She lies and says she’s in love with him,(...)