sábado, agosto 20

I´ll Wander


The sun, it stripped me of truth.
There wasn't a thing I could do.
The moon shined with hope, but then bade me farewell,
So I chose to follow the blue.

And friends, they took what was theirs.
Then went on to making their plans.
They told me to grin as if pain were a sin,
So I left them standing back there.

Who needs a home when there so much to see
And so many things to do.
Lovers and friends, we'll meet once again
If wandering leads me to you.

And trees, they grow from the earth,
But sometimes they take to the sea.
No one could have known where they one day would be.
So come and wander with me.

Together we'll search for a place
And listen for the hidden sounds
Of wind, and dreams, and all pleasant things.
Come, let's wander around.

Who needs a home when there so much to see
And so many things to do.
Lovers and friends, we'll meet once again
If wandering leads me to you.

And old man sits on his roof,
Sleepily watching the world.
He wandered away all the years of his youth,
Now he's got something to hold.

Well man, I'll be just like you.
I'll see everything to see.
And maybe one day I'll settle to live
With someone who's loving me.
With someone who's loving me.

sexta-feira, julho 15

Time Awaits

Vim vomitar palavras - desejo que a silhueta que me enfrenta se desvaneça.

Sobre angústia agora.. não quero praguejar, pelo menos aqui e agora. Mas praguejava. Digo-vos, a batida parou de fazer sentido um destes dias.

E caem, recaem, e tornam a tombar. Devo espancar esta realidade?

O homem pequeno cumprimenta-me. Um bode espia junto à cerca, enquanto desfilo a 50km/hora. Se quisesse atropelava-os ambos.

Ao fim de pouco tempo, quero ir a casa e ficar a ver o mundo girar a partir do meu lugar.

Algo que se passa constantemente, num pérfido movimento perpétuo, uma amálgama de ideias gira, constrói-se e define-se. Ali jaz para nada, ali esmorece.

sábado, abril 30

Nightmare in Manchurai

Já não venho deixar algo aqui há muito tempo.. sei que os nossos milhões de leitores perdoarão esta crise artística, sendo que muitos terão também a delicadeza de perdoar o meu regresso.

Vejo o País em crise económica, política e de valores. Sei que hoje estamos mais perto de um caminho, é necessário reconhecer o problema para o resolver. Por outro lado, não sei se o estado desta nação ainda será um problema visto que os problemas só o são, quando existem soluções. Não me vou perder neste tema, prometo.

Ora a minha última missão apresentou-me outras formas de pensar e de actuar. O mau génio, afinal, abre uma pequena porta para a sensatez, por pouco racional que isso possa parecer. O segredo parece estar na dose, que para surtir semelhante efeito, deverá roçar o limite da paciência do interlocutor, mantendo contudo a boa-educação e uma interpretação acutilante da palavra.

Lembrei-me de falar sobre o acordo ortográfico, porque aqui escrevo no Português que a Professora Ascensão me ensinou. Não sou animal de manter muitos laços com o passado, mas espero no meu íntimo, que ela não saiba ensinar segundo os novos preceitos. Desejo saber Inglês, escrever Inglês e jamais aprender a perdoar a existência de mais um acordo ortográfico.

Ouço putos que já não têm fisgas brincarem, ouço crianças a correr sobre o asfalto em skates e grupos, meninas sem vergonha que trocaram as bonecas por enfeites tais que não existiam desta forma desprovida de valor, quiçá de sentido.

Ainda se corre, mas os motivos da pressa são outros. Agora ando zangado com os pombos que me sujam o carro e com o bolo estragado que me foi servido. Que bolo descarado!

O periquito também é um transtorno, ora está limpo ora não está. Pia muito durante o dia, especialmente se está sol.

À noite já não é tanto assim, e reservo uma hora para tratar do estranho ser que habita a minha sala. Se não estiver satisfeita, incha a barba e muda de cor. Dou-lhe espaço então, entendo perfeitamente a necessidade do bichito. Abastecer de água e minhocas, grilos vivos e agrião, dar injecções de cálcio(!!!!), controlar temperatura e humidade, limpar e alimentar o alimento(!).. amanhã haverá mais. Não me dá muito em troca, mas não ficou de dar. Esta frontalidade é importante no nosso relacionamento, e tem sido isso que fortaleceu a nossa ligação.

O hoje que vivo, devolve-me a simpatia que nunca lhe ofereci. Abraço-a com agrado, e com fervor. É-me indiferente quem passa, desde que o faça. Sempre imaginei um sentir diferente. Um baixo ecoa forte na paisagem. Em todas as paisagens se reflecte e ecoa. Adorno de ouvido mal parido, parte-me o juízo e envolve-me em desassossego.

Aguardo, escuto.

Sinto.

quarta-feira, janeiro 13

Esperar


As vezes não há esperança e perco-me no tempo infinito de ausência...

Esperar, esperar, esperar...pedi a experiência de esperar nesta vida! Esperar para ver, esperar para arranjar emprego, esperar para beber café, esperar pelo dinheiro, esperar para fazer amigos esperar para mudar de emprego, esperar para dar formação...esperar para ter formação! Esperar pela consulta, esperar pelo resultado do exame, esperar pela defesa da tese, esperar que a fase má passe e venha a boa! Esperar que a chuva
abrande, esperar que o Sol apareça por uns minutos...esperar, esperar, esperar! Esperar por um e-mail! Esperar pelo meu amor, esperar que ele me queira,esperar para mudar de casa, esperar pelo dinheiro. Esperar, esperar....esperar!

A vida é feita de esperas!

Onde se vende a Paciência?! Se alguém souber, agradeço que me informe...

segunda-feira, dezembro 7

Internal Field Separator

Escuto incessantes ruídos, que importunam! Estorvam o suave fluxo de sinapses afundadas que me revisitam. Estou perplexo! Cada ténue nota emitida pelo bater do coração, assume a verdade e clama inocência.

De explorador, tomo-lhe o gosto e perpétuo a indelével caminhada para o expectável desconhecido.

Sou pequeno em demasia, dizem-me obscuras vozes que o meu corpo teimoso não escuta.

Que sou limitado na minha visão, turva pelo coração que me engana e desmente a razão. Desmente a própria realidade, distorce-a, ofusca-a e ilude-me sem piedade. Mulher, tal qual..

Aaah.. e espero que o chão se eclipse numa fugaz fracção de milésimo de segundo, que o Mundo ali tropece e se afunde na espiral do vazio. Careço de compaixão, como sempre.

Crês tu, num simples semblante carregado, porque assim tudo fará menor des-sentido?

Silhueta de cores desgarradas que me toma, abraça-me as formas e discute comigo como deveremos permanecer. Sou o todo que me engoliu, num lance fortuito decidiu atropelar partes erradas, engolir pedaços mortos, enterrar lanternas fundidas. Silhueta bela de onde te vejo partir, sonho com dias que ainda recordo como reais, porque sei que jamais o serão.

Rejeito fotos, imagens e pertences de um futuro que não chegou. Aragem limpa tem tanto quanto de pérfida, ilude a calma, e diz-me que é simples.. E é.. tudo é tão simples que basta olhar.

És a palavra que dizes, o gesto que fazes. Tantas vezes és nada, e nada mais consegues ser, passe o tempo que passar, assim o serás.

Sonho que não te conheci e espero não acordar.

quarta-feira, setembro 9



“I love you as certain dark things are to be loved,
in secret, between the shadow and the soul.”

- Pablo Neruda