segunda-feira, fevereiro 11

my Twisted playground

.atonement joe wright .lust caution ang lee .michael clayton tony gilroy .right at your door chris gorak .even money mark rydell .into the wild sean penn .american gangster ridley scott .rendition gavin hood .trade marco kreuzpaintner .the nines john august .king of california mike cahill .he was a quiet man frank cappello .4months 3weeks 2days cristian mungiu

sábado, fevereiro 9

Happiness is only real when shared

Into the Wild é baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer. Depois de se graduar na Universidade de Emory em 1992, Christopher McCandless (Hirsch), estudante de topo e atleta, abandona as suas posses, oferecendo as suas poupanças de 24 mil dólares à caridade, para ir viver para o Alasca. Ao longo do seu caminho, Christopher encontra uma série de personagens que dão forma e sentido à sua vida.

sexta-feira, fevereiro 8

again and again... and again



não sei quanto tempo passou
desde que te conheci.
nem quero,
saber ao certo quanto.
se eu te quisesse dizer
algo lindo,
dir-te-ia que
há olhos que nos cativam,
e sorrisos que nos encantam,
que há palavras que nos deliciam,
e sonhos que quase são nossos,
se eu te quisesse dizer o que sinto,
dir-te-ia que tudo isto está em,
ti.
Como te quero dizer o que sei,
digo-te que há pessoas que
nos tocam,
e que
tu o fazes
como ninguém,
de cada vez,
que olhas para,
mim.

sábado, janeiro 19

Espaço da parvoeira

Cara Diana,

Estava a passar e vi que podia participar..

Quero-te dizer que há muito tempo que não cheiro uma rosa, há anos que não páro no meio do campo só para ouvir o tempo passar.

Sou ocupado.

Estou ocupado demais para suportar os encantos do tempo perdido. E... esta é uma consciência triste cheia do que não era suposto ser.. Ah.. alguém entende os destinos do vento numa tarde cansada?

Um carro, vi um carro... igual aos demais na fila para lá.. para cá não se criou confusão.. obra do acaso.

Estou a comentar o espaço da parvoeira, e deixa-me que te diga, se há palavra que me desgosta é parvoeira. Faz-me lembrar um poço fundo e negro de onde apenas sais depois das mais duras provações.

Assim desconfiasse alguém das ironias do destino para o obviar..

Ah! Crês no impossível? Tal beata que emana naftalíneas prosas de descontentamento sibilado por entre cruzes e submissas preces?

Vale demais a palavra, e de menos o acto (de boas intenções está o Inferno cheio). E de filmes em sofás que te sugam o poder para mais um acto qualquer. Ficam as palavras, ficam intenções.

Zás, trás... pás de hélices num barco torto.. somos algo que paira sobre um oceano feio, fundo e frio. Há que ter um rumo, não necessáriamente um destino.

Fica o abraço,

quarta-feira, janeiro 2

Say it ain't so


(...)
"a perfeição é una e indivisível
e não há nada
(nada)
que não se rasgue em
dois. mas tudo resiste
dois ou três segundos
e há quem
adivinhando-lhes o segredo
os guarde no peito
como quem os guarda no bolso."

quinta-feira, dezembro 20

Só

Só


Eternamente Só....
Perdido em lágrimas de solidão, vagueando no fim do mundo sem olhar a outros olhos, porque os seus próprios já não podem ver.Perdido sem já qualquer uma ilusão, nada mais a ver, nada mais a sentir, nada mais...vazio!! Esquece agora a vida, deixa apenas a chuva cair lentemente a abraçar o teu rosto dorido, a tua roupa quente que num acto desesperado absorve a única coisa que o mundo lhe pode dar: água caída das nuvens distantes da terra, pertinhas do céu!! Não quer mais palavras transformadas em sons, rabiscos indicifráveis à dor da morte do sonho, à dor da inexistência.

Perdido...simplesmente só na morte do corpo...na morte da alma!!!

quinta-feira, agosto 23

Break Down


Estou cansada. O sono apodera-se de mim e adormece a desilusão que me abraça. Sou um farrapo que alguém usou e desprezou. Sou os restos mortais de alguém que amou sem nunca conhecer a infinitude de um ser maior. Chove por dentro de mim. Uma chuva torrencial que quebra a transparência do meu ser. Procuro-me nas tuas palavras na ânsia de me rever ontem, hoje e sempre. Procuro nelas o abrigo para o inverno que se faz sentir nas entranhas do meu ser. Encontro um abismo sem fim. Tudo oco. Tudo vazio. E tecla a tecla, vou imprimindo palavras soltas na tentativa de redesenhar o meu percurso, delinear novas metas. Vou tentando retirar-te da minha vida, apagar as tuas marcas e esquecer-te no mais íntimo de mim. Não sou poeta, falta-me o ser erudito, a eloquência para te satisfazer e te prender. Nunca o fui. Nunca a tive. Talvez por isso, me amasses menos. Talvez por isso, buscasses outros enredos. Outras aventuras.

Eu... sou o que sou e nada mais! Um ser imperfeito, inacabado. Às vezes, desejável, mas sempre insuficiente. Gostas de histórias de palácios e dragões. Princesas por resgatar, sentimentos por desbravar, sensações mágicas.... Eu sempre fui a realidade possível, a princesa de chinelos, sem palácio e sem dragões. O sentimento comum, a sensação vulgar. O beijo mais banal num contexto sofrível, mas no qual nunca precisaste de ser o herói. Comigo, nunca viste estrelas, nunca provaste o salgado, nunca andaste descalço. Nunca sentiste borboletas!

Eu... sou apenas o tempo ultrapassado. Um tempo que se desfaz em cinza por um espaço que se dilui a cada segundo. Sou as memórias de um livro por reinventar. As lembranças de uma história por reescrever. Sou um sonho que se esfumaça a cada passagem do teu ser. Uma lágrima a cada ponta do véu levantada.

Queria adormecer e não voltar mais a esta vida que visto, sem formas e sem cores. Queria despir-me do peso de um passado que não escolhi mas que agarrei. Queria despir-me de ti. Não mais sentir-te em mim, no modo como te instalas e sais impune. Queres palavras bonitas? Eu quero mais! Quero um amor talhado no céu. Um amor com as minhas insígnias. O meu nome inscrito em cada centímetro de pele. O meu rosto em cada olhar devolvido. O meu sorriso em cada gargalhada espontânea. Quero rever-me em alguém. Ser a alegria e a tristeza partilhada. Ser a vida e a morte de alguém.

Faltam-me as forças para quebrar este pensamento obssessivo, no qual as ideias se atropelam e nada revelam. Não cabem em papel. Não cabem na alma, na vida. Assumes a forma de um estranho que me despertou para uma consiência que depois abandonou. Um estranho que já me tocou e que viria a rejeitar-me no sonho que não partilhou. Procuro alcançar-te com as minhas mãos, mas sob elas encontro um papel em branco por preencher. Procuro gritar e chamar-te, mas outro chamamento prevalece. E enquanto tudo se redefine, o cansaço vai-me adormecendo e embalando a desilusão que tarda em abandonar-me!

de Cátia Pinto
*Foto de
cyril berthault-jacquier

terça-feira, agosto 21

Pela Mão da Vida

Partilham-se agasalhos e sonhos,
gargalhadas e silêncios.

Partilham-se históiras de encantar
e amores desencantados.

Partilha-se o leite e a cama,
a torrada e o sorriso.

Partilha-se a pimenta e o sal,
o mel e o gelado.

Partilha-se a mão e o beijo,
a ilusão e as caricias.




Partilha-se o desgosto, guarda-se o remorso

Partilha-se de novo o silencio...estranhamente!

Partilha-se o segredo...separamente!

Partilha-se o corte...desesperadamente!

Partilha-se a ruptura...pura e simplesmente!

domingo, julho 22

Verdade

"A verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície...


Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo."

- Rolão Preto