quinta-feira, novembro 24

Quem morre ?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.



"Que se esconde" por Sérgio Rodrigo


Plabo Neruda - Poeta chileno (12/7/1904-23/9/1973). Prêmio Nobel de Literatura de 1971, militante comunista, antifascista e anticlerical, é considerado uma das maiores vozes da poesia latino-americana, autor de Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada (1924).

quinta-feira, novembro 17

Pistas

Nem sempre deixo
traços
Por onde andei...
Algumas vezes
Só indícios,
meros resquícios,
a denunciar meus
passos
nos vastos espaços
em que se move
quem sempre amei...



"Espero que estejas do outro lado à minha espera" por Paulo Penicheiro



Invisíveis laços,
que o coração revive
em forte compasso,
lembranças bonitas
que de nós, um dia,
juntos sonhei...


"Cais da Mourisca" por José Branco



Quem dera, evitar
pudesse, o vazio
desse desperdício
e, nesses resíduos,
deixar marcados
os abraços e beijos,
que para ti guardei...

.::Domrs::. - ©2005

Saudade

São de nada tempestades, ante a falta que me fazes.
-David Mourão Ferreira, lido numa parede por aí.

quinta-feira, novembro 10

É apenas mais um dia


Sem Rumo,
Sem Vontade.
Desiludido com o destino,
Nem vontade pra continuar.
Olho para o passado,
Com dor, eufuria.
Choro o presente,
E assim passa um dia.

quinta-feira, novembro 3

Uncried



"where are we heading? your left is my right
we're in a dead end, hopin' that I see the light"

quarta-feira, novembro 2

A não perder


Jack Johnson regressa a Portugal, dia 13 de Março no Pavilhão Atlântico.

Quentinhos

Andei ali a cuscar uns livros sobre quentinhos que vêm do sol


Duche com quentinhos do sol, tem lá um livro sobre a cena... podes aprender a fazer uma situação para aquecer água, a Sociedade do Sol é muito completa, muito activos...


Depois este senhor também me parece bem, tem umas animações muito ao seu estilo como este


Game Mata Sapo


Tenho mais umas coisas mas não digo tudo hoje... vou matar mais sapos.